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Precisa sair correndo para fazer xixi? A Fisioterapia pode te ajudar!



Você precisa sair correndo para fazer xixi com medo de não conseguir segurar até alcançar o banheiro? 

Esse é um comportamento típico de quem tem URGÊNCIA miccional. A urgência é caracterizada por uma forte, inadiável, imperiosa e repentina vontade de urinar. 
Percebam que não estou falando da urgência fisiológica cujo o desejo vai aumentando gradativamente na proporção do aumento de volume de urina na bexiga.

Pessoas que sofrem com essa urgência podem muitas vezes manifestar perda involuntária de urina, caracterizando a urge-incontinência ou incontinência urinária de urgência.

Esse sintoma revela uma falha na fase de armazenamento vesical, e pode estar associado a contrações involuntárias do detrusor (músculo da bexiga), a hipersensibilidade vesical ou diminuição da complacência vesical (perda da capacidade da bexiga de se distender).

A fisioterapia pélvica atua melhorando a biomecânica de relaxamento do detrusor, por exemplo, inibindo as contrações involuntárias na fase de enchimento.

Essa inibição é alcançada por meio de aparelho que transmite corrente elétrica, que modulará o comportamento do detrusor. Para isso, eletrodos podem ser posicionados na região parassacral, de nervo tibial posterior ou intracavitário (vaginal ou anal).

Além disso o fisioterapeuta prescreve e acompanha um treinamento personalizado dos músculos do assoalho pélvico para melhorar a pressão de fechamento uretral.

A terapia comportamental é outra estratégia do fisioterapeuta e compreende a reeducação dietética (orientações sobre alimentos e bebidas irritativas, ou seja, que pioram a urgência e/ou perda de urina; ingesta adequada de água) e treinamento vesical (micções programadas, posicionamento correto no vaso sanitário).

A fisioterapia, portanto, tem um rol de estratégias que melhoram a capacidade de armazenamento da bexiga, sendo um tratamento efetivo para urgência com ou sem perda de urina.

Sabendo disso, você não vai deixar de procurar ajuda, vai?


abraços, 

Thais Cristine


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